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  • Luiz Carlos Silva Junior

Política: um teste decisivo para os crentes do Livro de Mórmon

por Kelly Gneiting* - Mormon Chronicle - traduzido e adaptado por Luiz Carlos Jr

*Kelly Gneiting é o presidente nacional do Partido Americano Independente e o autor de A Arte da Guerra do Livro de Mórmon


O Livro de Mórmon conta a história de ladrões de Gadiânton se infiltrando em um sistema de governo que começou como uma sociedade livre, mas através de juramentos secretos e da maldade do povo se deteriorou em um sistema de pilhagem legalizada e justiça distorcida.


Tão arraigada foi a muleta da interferência do governo, e tão extensa foi a destruição do papel apropriado do governo, conforme prescrito por Mosias, Alma e outros que foram os “Pais Fundadores” das liberdades originais do povo, que Helamã (5:3) descreve um povo que, “… não poderia ser governado pela lei nem pela justiça, a menos que fosse para sua destruição”.


Amuleque declarou ao povo de Amonia: “Pois eis que tenho testemunhado contra a tua lei? …Dizeis que falei contra a vossa lei; mas eu não o fiz, mas falei a favor da tua lei, para a tua condenação”. (Alma 10:26)

O ano da profunda declaração de Amuleque foi 82 aC, e a corrupção do governo estava em sua infância. Depois de ter sido anteriormente rejeitado pelo povo daquela cidade, Alma foi instruído por um anjo a voltar e testemunhar novamente ao povo, explicando: “Pois eis que eles estudam neste momento para destruir a liberdade de teu povo (porque assim diz o Senhor), o que é contrário aos estatutos, e juízos, e mandamentos que deu ao seu povo”. (Alma 8:17 )


No entanto, cinquenta anos depois, após uma onda de influência de Gadiânton, Helamã descreve que:

“…Néfi entregou a cadeira de juiz a um homem cujo nome era Cezorã. Porque como suas leis e seus governos foram estabelecidos pela voz do povo, e os que escolheram o mal eram mais numerosos do que os que escolheram o bem, portanto estavam amadurecendo para a destruição, pois as leis haviam se corrompido. Sim, e isso não era tudo; eles eram um povo obstinado, de modo que não podiam ser governados pela lei nem pela justiça, a menos que fossem para sua destruição”. (Helamã 5:1-3)

A razão para o Livro de Mórmon ter vindo para a América em nosso tempo é porque a história do livro já se repetiu. Os profetas Mórmon e Morôni viram nossos dias e selecionaram as histórias, ensinamentos e princípios que mais se aplicariam a nós. É por isso que Morôni disse: “... quando virdes essas coisas surgirem entre vós, estejais conscientes de vossa terrível situação por causa desta combinação secreta que existirá entre vós; ou ai dela, em virtude do sangue daqueles que foram mortos; porque eles clamam desde o pó por vingança contra ela e contra os que a instituíram.” (Éter 8:24)


Como santos dos últimos dias, nos importamos com política?
Estamos acordados, convencidos e fazendo nossa parte?
Ou não entendemos qual é mesmo o próprio papel do governo?
Se NÃO estamos despertos, somos parte daqueles que o “constroem”?

É exagero supor que, se não estivermos envolvidos na restauração do papel apropriado do governo, então somos parte dos problemas contra os quais o Livro de Mórmon nos alertou, com o “sangue dos que foram mortos” manchando nossas próprias almas?

Como santos dos últimos dias, estamos satisfeitos, politicamente, em aceitar o menor de dois males? Nesse caso, a razão sugere que seremos responsáveis ​​pela menor parte do derramamento de sangue de nossos dias. Você está contente com isso?


No estado de bem-estar de hoje, os Estados Unidos (e o Brasil) defendem a mentalidade de obter todas as coisas e assistência gratuitas que puder, e depois enlatar tudo o que conseguir. Foi Shelby Richman em sua apresentação para “The Law”, de Bastiat, que disse:

"Uma sociedade baseada em uma concepção adequada do direito seria ordeira e próspera. Mas, infelizmente, alguns preferem a pilhagem à produção se a primeira exigir menos esforço do que a segunda. Um grave perigo surge quando a classe de pessoas que fazem a lei (legislação) se volta para a pilhagem". O resultado, escreve Bastiat, é “saque legal”. No início, apenas o pequeno grupo de legisladores pratica a espoliação legal. Mas isso pode desencadear um processo em que as classes saqueadas (LDS?) , em vez de procurar abolir a perversão da lei, se esforçam para entrar nela.


Isso descreve quase perfeitamente a sedução que ocorreu no Livro de Mórmon quando os nefitas ajudaram e apoiaram esses ladrões, (ladrões/políticos de Gadiânton e os apoiaram) começando pelos mais iníquos deles, até que eles se espalharam por toda a terra dos nefitas e seduziram a maior parte dos justos, que passaram a crer em suas obras e a participar de seus saques, associando-se a eles em seus homicídios e combinações secretas. (Helamã 6:38)

Quando os eleitores entrarem em suas respectivas cabines de votação em outubro, estarão professando sua religião da maneira mais profunda. Tem sido dito que "política e religião não se misturam", bem, é exatamente o contrário. Como H. Verlan Andersen explicou várias vezes (ou seja, no seu livro Great and Abominable Church of the Devil ), em nenhum outro lugar um cidadão comum pode aplicar sua decisão de envolver-se nas questões sobre a vida, liberdade e propriedade do que através dos princípios e conduta que seus candidatos afirmam defender.

A cabine de votação permite que o eleitor “se junte” a um candidato em sua luta para restaurar a intenção original de nossos "Pais Fundadores", ou permite que o eleitor “se junte a eles em seus assassinatos e combinações secretas”.


Portanto, a questão crucial antes de uma pessoa assinar seu nome e “se juntar” a um candidato no trabalho que ele ou ela irá realizar é: estou sendo seduzido?

É minha convicção que a intenção do processo de votação e escolha de um representante é exatamente esse duopólio.


O Livro de Mórmon é um aviso para a América e posteriormente para o mundo. O livro proclama retumbantemente a todos que ouvirem: “não cometa esses mesmos erros! Não se deixe seduzir! Desperte para sua terrível situação!”


A “liberdade de todas as terras, nações e países” está em jogo (ver Éter 8:25 ). Os crentes, aqueles que creem verdadeiramente no Livro de Mórmon não devem aceitar o golpe de que votar para retardar nossa destruição é um sucesso. Nossa missão, escrita nas histórias e mensagens do Livro de Mórmon, é clara.


“Deve-se portanto, procurar diligentemente homens honestos e homens sábios e homens bons e homens sábios devereis apoiar; caso contrário, tudo o que for menor do que estes vem do mal”. (D&C 98:10)


Nas palavras de Ezra Taft Benson:

“As únicas questões, antes da vitória final, são, primeiro, 'Que posição cada um de nós tomará nesta luta?' e segundo, 'Quanta tragédia pode ser evitada fazendo alguma coisa agora?... Aos patriotas eu digo isso: Olhem para aquele longo olhar eterno. Defenda a liberdade, custe o que custar.”



"RELIGIÃO E POLÍTICA NÃO SE MISTURAM". Esta é uma frase que, basta um idiota urrar numa roda de amigos, para ser aclamado e festejado como detentor de uma verdade cristalina e absoluta, em defesa do "Estado laico". Nada mais falso e ignorante. Quem repetiria a mesmíssima frase seria Stalin, Mao Tsé-Tung, e outros genocidas famosos.

A laicidade estatal não exclui as religiões ou impede que elas se envolvam na política. É EXATAMENTE O CONTRÁRIO. O Estado laico garante que TODAS as crenças possam participar do exercício democrático; isto é, religião e política não só se misturam, como DEVEM se misturar.

Até porque todo aquele que tem uma fé, é — ou pretende ser — guiado por ela em todas as atitudes e decisões que toma. A partir do momento que você assume tua fé como a VERDADE, é impossível ignorá-la no exercício do serviço público ou em qualquer coisa que faça.

Portanto, misturar política e religião é precisamente o que nossa Constituição nos garante. Dizer o contrário é flertar com o totalitarismo que matou milhões no século passado por motivo de fé. Não caia nessa.

A verdade é que com o passar do tempo o conceito sobre "não se discute" certos assuntos foi sendo introjetado pelas pessoas que de alguma forma buscam o domínio sobre pessoas ou grupos que são sempre contrários a aquela opinião tida como verdadeira.


Discutir é ao mesmo tempo uma chance pra dar a sua opinião, e uma oportunidade pra ouvir a do outro, tentar entender como ele chegou ali e com isso ter a possibilidade de passar outro ponto de vista.

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